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Madrasta e avó paterna são presas em SP em investigação sobre morte de menino encontrado com sinais de tortura

A Polícia Civil de São Paulo prendeu a madrasta e a avó paterna de Douglas Kratos, de 11 anos, encontrado morto na Zona Leste da capital. O caso, que já levou à prisão do pai, é tratado como tortura com resultado morte e segue sob apuração da 50ª DP, no Itaim Paulista.

Fonte Original:G1Ver Original

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Madrasta e avó paterna são presas em SP em investigação sobre morte de menino encontrado com sinais de tortura
Imagem: G1

Investigação avança com novas prisões

A Polícia Civil prendeu na noite de quarta-feira (13), em São Paulo, a madrasta e a avó paterna de Douglas Kratos, menino de 11 anos encontrado morto dentro de casa na Zona Leste da capital. As duas foram levadas ao 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista, e passaram a ser investigadas por suspeita de participação em um caso classificado como tortura com resultado morte.

O pai da criança, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante na segunda-feira (11) pela Polícia Militar e depois teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Ele foi indiciado por tortura e morte do filho. Segundo o material reunido pela investigação, o menino era mantido acorrentado ao pé da cama, prática que os suspeitos atribuíram ao uso de correntes para impedir fugas.

Nos depoimentos prestados à polícia, a madrasta, de 42 anos, afirmou que vivia havia cinco anos com Chris no mesmo imóvel e disse ter visto o menino ser submetido ao uso de correntes, colocadas ora pelo pai, ora pela avó. A avó, de 81 anos, também admitiu que o neto era acorrentado pelo filho, mas negou que isso representasse agressão ou violência. Ambas, segundo a apuração, confirmaram ainda que as lesões nas pernas da criança teriam sido provocadas pelo uso das correntes.

Chris Douglas declarou em interrogatório que prendia a corrente na perna do filho para evitar que ele fugisse de casa. Ele negou, porém, ter agredido ou torturado Kratos. A defesa dos três não foi localizada pela reportagem, segundo a fonte original.

O caso veio à tona após a própria família acionar o Samu e o Corpo de Bombeiros, pedindo atendimento para o menino, que estaria sem reação e “molinho”, conforme os depoimentos. Quando a equipe médica chegou ao endereço, a criança já estava morta. O boletim de ocorrência registra que Kratos foi encontrado caído ao lado da cama, com marcas compatíveis com maus-tratos.

De acordo com o relato dos profissionais de saúde à polícia, o menino apresentava hematomas nos braços, mãos e pernas, roxeamento nas extremidades e espuma na boca. A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima tenha sido submetida a sofrimento físico e मानसिक contínuo, o que levou à tipificação do caso como tortura com resultado morte.

A investigação também apreendeu objetos na residência, entre eles computadores, celulares, tablet e cartões de memória. A casa tinha um sistema de monitoramento interno, cujas imagens serão analisadas pela perícia da Polícia Técnico-Científica. Os laudos, incluindo o exame necroscópico, ainda são aguardados para esclarecer as causas da morte.

O 50º DP segue apurando se a madrasta e a avó tiveram participação no crime. Caso seja condenado por tortura com morte, o pai pode receber pena de 16 anos de prisão, conforme informado na apuração original. A polícia ainda tenta reconstruir a rotina da criança e o contexto em que ela vivia no imóvel.

Moradores da rua disseram que nem sabiam da existência do menino e relataram surpresa com o caso, segundo a reportagem original. Para os investigadores, a combinação entre isolamento, relatos contraditórios e sinais de maus-tratos reforça a necessidade de apuração detalhada sobre a responsabilidade de cada envolvido.
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